Gilberto

34 anos de paixão pela profissão

Gilberto Nunes da Silva, 57 anos, é natural de Santo Antônio da Patrulha e morador de Esteio. Gilberto é assistente de serviços gerais no Setor de Oficina (Seofi) da Trensurb e atua na supervisão dos trabalhos de manutenção dos veículos ferroviários e rodoferroviários auxiliares, realizados pelas empresas contratadas. Metroviário há 34 anos, iniciou sua história na Trensurb antes mesmo de ingressar na empresa: em 1982, teve a oportunidade de participar das obras de implantação da Linha 1 quando trabalhava na contratada CR Almeida. Graças ao bom trabalho, foi convidado por um empregado da Trensurb para participar da seleção para atuar na empresa e, em 1985, tornou-se parte do efetivo da estatal. Desde então, trabalha na manutenção, na área onde são realizados os serviços preventivos e corretivos principalmente nos veículos auxiliares utilizados na manutenção da via.

Ao falar da importância da implantação da linha metroviária, Gilberto recorda: “Eu lembro a dificuldade que tínhamos de sair de Canoas para trabalhar em Porto Alegre antes da Trensurb, ficávamos horas dentro dos ônibus lotados”. E ele conclui: “Posso dizer com toda certeza que a empresa facilita a vida das pessoas, que agora ficam minutos dentro do trem para irem de uma cidade a outra”.

Após anos de experiência acumulados na Trensurb, o assistente resolveu participar do processo de progressão interna em 2010, para uma função de supervisão. Ele se classificou, porém não pôde assumir a posição de imediato porque não tinha o diploma do ensino médio. Gilberto então fez o curso de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e obteve seu diploma num período de um ano e três meses. Depois disso, conseguiu assumir a função de supervisão.

Ao falar da rotina profissional, afirma: “Sempre tive um ambiente de trabalho muito bom aqui, nunca foi estressante e a equipe sempre foi competente”. Gilberto acredita que “temos que fazer o que gostamos pra fazer com vontade, se nós trabalharmos com algo que não gostamos, não vamos ser felizes naquilo”. Atuando por mais de três décadas na mesma área, ele destaca, além do prazer no trabalho, os laços formados com os colegas ao longo dos anos, inclusive os que já deixaram a empresa: “Somos muito conectados com o pessoal que já trabalhou aqui”. Diferente deles, o assistente diz que não está preparado para encerrar sua jornada na Trensurb: “Eu ajudei a construir parte da empresa e hoje eu tenho um carinho muito grande por ela. Quando eu tiver que parar de trabalhar aqui, vou ter que me preparar muito”.

Viúvo desde 2014, Gilberto tem duas filhas, um filho e três netos. “Meu sonho é ver meus netos crescerem tranquilos, estar na volta deles e levá-los pra passear”, conta ele.

Muito além da segurança

A segurança metroviária da Trensurb tem como suas principais atribuições prestar assistência aos passageiros dos trens, monitorar o sistema, acompanhar pessoas com deficiência, coibir irregularidades e delitos nas dependências do metrô, fazer a interface com os órgãos de segurança pública e acioná-los quando necessário. Mas há também ocasiões em que os agentes da segurança vão além do seu dever para auxiliar os usuários em situações extraordinárias.

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Bebeto Alves e a Arqueologia do Presente

Uma nova exposição já está em cartaz na Galeria Mario Quintana, na Estação Mercado da Trensurb. A mostra é parte do projeto O Voo da Pedra (Arqueologia do Presente), do músico, fotógrafo e artista visual Bebeto Alves. O trabalho, fundamentalmente experimental, tem participação e curadoria do também artista visual Antônio Augusto Bueno e permanece na Galeria até o fim de agosto. A exposição principal está em cartaz no Aberto Caminho de Artes até 1º de julho. A partir de 9 de julho, estará no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo.

A Galeria Mario Quintana recebe uma das obras que fazem parte do projeto, acompanhada de um poema. No dia 18 de junho, às 14h, o artista e curador Antônio Bueno realizará uma interferência gráfica na peça, promovendo um diálogo do olhar de um artista sobre a obra de outro e transformando-a num trabalho verdadeiramente a quatro mãos.

O Voo da Pedra surgiu “da observação de um material de uma civilização que existiu no litoral norte de Santa Catarina há quase dez mil anos”, conforme afirma Bebeto Alves. “Eu encontrei uma pessoa que me indicou umas pedras onde existiam marcas desse pessoal e que, ali no litoral, nas praias, eles chamam de ‘pedras das dedadas’ porque elas possuem marcas profundas e parece que eles passaram os dedos nelas”, relata.

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Bike + trem

No último domingo, dia 26, as composições da Trensurb receberam um grupo de passageiros diferente: cerca de 40 pessoas embarcaram com suas bicicletas, divididas em dois trens que partiram da Estação Mercado pela manhã, e foram até a Estação Novo Hamburgo. No fim da tarde, os ciclistas usaram novamente o metrô para fazer o caminho inverso. Entre uma viagem de trem e outra, pedalaram por cerca de 40 quilômetros – considerando o trajeto de ida e volta – entre a estação terminal do metrô em Novo Hamburgo e o Núcleo de Casas Enxaimel, em Ivoti, onde visitaram a Feira do Mel, Rosca e Nata.

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Trensurb incentiva compartilhamento de livros entre metroviários

A Trensurb busca contribuir com a democratização do acesso à literatura e incentivar o hábito da leitura com iniciativas como o Espaço Multicultural Livros sobre Trilhos e o projeto Livros Livres. Agora, esses esforços estão sendo direcionados também aos empregados que atuam na estatal. Uma velha geladeira da empresa ganhou um novo propósito, transformando-se na Geloteca Livros Livres, um local para compartilhamento de obras literárias entre os metroviários na sede da Trensurb – a exemplo do que acontece nas caixas customizadas do projeto homônimo, que promove o compartilhamento de livros nas estações.

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Nova galeria homenageia centenário de Xico Stockinger

Austríaco naturalizado brasileiro, Xico Stockinger foi um dos grandes nomes das artes plásticas no Rio Grande do Sul e no Brasil. Se estivesse vivo, estaria completando 100 anos em 2019, no dia 7 de agosto. Em homenagem a ele, Trensurb e Sesc Centro, de Porto Alegre, batizaram uma nova galeria de artes visuais na Estação Rodoviária do metrô com o nome do artista. Localizada no túnel de acesso à plataforma da estação, por onde transitam diariamente cerca de 20 mil pessoas, a nova Galeria Xico Stockinger receberá exposições artísticas trimestrais com a curadoria do Sesc, buscando democratizar o acesso às artes visuais e incentivar o trabalho de artistas. A mostra inaugural do espaço é Mantenho o que disse, da fotógrafa Ana Mendes.

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