Bebeto Alves, Antônio Bueno e uma exposição em evolução

Em cartaz na Galeria Mario Quintana, a exposição O Voo da Pedra (Arqueologia do Presente), do músico, fotógrafo e artista visual Bebeto Alves, recebeu uma intervenção do curador e também artista Antônio Augusto Bueno no dia 18 de junho. Com a execução de traços feitos com grafite, Bueno interferiu no painel original criado por Bebeto. Quase um mês depois, nesta terça-feira (16), ambos voltaram à galeria localizada na Estação Mercado da Trensurb, quando receberam uma equipe de TV e Bueno pôde fazer mais alguns traços de grafite no painel. Aproveitamos a ocasião para conversar com eles sobre essa exposição em evolução.

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O cara da telefonia

Simão Israel Waschburguer tem 43 anos, é natural de Sapiranga e atualmente mora em Campo Bom. Em função de empregos anteriores, já morou em diversas regiões do estado. Hoje, ele trabalha como técnico em eletrônica no Setor de Sinalização (Sesin) da Trensurb. Concluiu o curso técnico na Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha no ano 2000, mas, desde 1997, antes mesmo de se formar, já atuava na área.

Simão também tem outra formação técnica, em contabilidade, concluída em 1994, na escola 31 de Janeiro, em Campo Bom. Porém ele acabou não gostando da área, não se aprofundou nela e decidiu mudar para a eletrônica – tema do qual sempre gostou.

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O Coletivo Câmeras Passeadeiras e seu olhar artístico sobre a cidade

A Galeria Xico Stockinger, na Estação Rodoviária da Trensurb, está recebendo a exposição fotográfica Cultura Viraliza: Circo e Cidade. A mostra traz registros de intervenções circenses nas ruas de Porto Alegre, comemorativas ao aniversário da capital e ao Dia Nacional do Circo, realizadas em março pela Associação de Circo numa ação proposta pelo Sesc-RS. As imagens foram produzidas pelo coletivo de fotografia Câmeras Passeadeiras. Fotógrafos do grupo estiveram na Galeria na terça-feira (2), para a inauguração da exposição, e aproveitamos a ocasião para conversar com Silvana Morandi, coordenadora do Câmeras Passeadeiras, sobre as atividades do coletivo.

Silvana fundou o grupo para afastar a ideia de sair para fotografar sozinha. Apaixonada pela fotografia e com um entusiasmo por capturar momentos e contar histórias através das imagens, a artista voou alto em seu sonho e aterrissou com os dois pés no chão. Morandi fundou o grupo e logo já se viu rodeada por olhares inquietos e entusiasmados por registrar o mundo do outro através de sua principal ferramenta: o olhar.

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Gilberto

34 anos de paixão pela profissão

Gilberto Nunes da Silva, 57 anos, é natural de Santo Antônio da Patrulha e morador de Esteio. Gilberto é assistente de serviços gerais no Setor de Oficina (Seofi) da Trensurb e atua na supervisão dos trabalhos de manutenção dos veículos ferroviários e rodoferroviários auxiliares, realizados pelas empresas contratadas. Metroviário há 34 anos, iniciou sua história na Trensurb antes mesmo de ingressar na empresa: em 1982, teve a oportunidade de participar das obras de implantação da Linha 1 quando trabalhava na contratada CR Almeida. Graças ao bom trabalho, foi convidado por um empregado da Trensurb para participar da seleção para atuar na empresa e, em 1985, tornou-se parte do efetivo da estatal. Desde então, trabalha na manutenção, na área onde são realizados os serviços preventivos e corretivos principalmente nos veículos auxiliares utilizados na manutenção da via.

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Muito além da segurança

A segurança metroviária da Trensurb tem como suas principais atribuições prestar assistência aos passageiros dos trens, monitorar o sistema, acompanhar pessoas com deficiência, coibir irregularidades e delitos nas dependências do metrô, fazer a interface com os órgãos de segurança pública e acioná-los quando necessário. Mas há também ocasiões em que os agentes da segurança vão além do seu dever para auxiliar os usuários em situações extraordinárias.

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Bebeto Alves e a Arqueologia do Presente

Uma nova exposição já está em cartaz na Galeria Mario Quintana, na Estação Mercado da Trensurb. A mostra é parte do projeto O Voo da Pedra (Arqueologia do Presente), do músico, fotógrafo e artista visual Bebeto Alves. O trabalho, fundamentalmente experimental, tem participação e curadoria do também artista visual Antônio Augusto Bueno e permanece na Galeria até o fim de agosto. A exposição principal está em cartaz no Aberto Caminho de Artes até 1º de julho. A partir de 9 de julho, estará no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo.

A Galeria Mario Quintana recebe uma das obras que fazem parte do projeto, acompanhada de um poema. No dia 18 de junho, às 14h, o artista e curador Antônio Bueno realizará uma interferência gráfica na peça, promovendo um diálogo do olhar de um artista sobre a obra de outro e transformando-a num trabalho verdadeiramente a quatro mãos.

O Voo da Pedra surgiu “da observação de um material de uma civilização que existiu no litoral norte de Santa Catarina há quase dez mil anos”, conforme afirma Bebeto Alves. “Eu encontrei uma pessoa que me indicou umas pedras onde existiam marcas desse pessoal e que, ali no litoral, nas praias, eles chamam de ‘pedras das dedadas’ porque elas possuem marcas profundas e parece que eles passaram os dedos nelas”, relata.

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